quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

2013 ano de Obaluaiê

Ano regido por Obaluaiê 
                             
                                   

Obaluâe é o Orixá da morte, representando a passagem da vida para a morte. No entanto, isto não indica um período de tragédias, mas sim repleto de mudanças e transformações, seja elas positivas ou negativas. Outro lado importante de Obaluâe é o materialismo, o que faz de 2013 um período propício para investir na carreira e ter avanços em sua vida profissional. Por outro lado, Obaluâe tem uma personalidade severa e insensível, podendo não ser simpático às nossas expectativas e esperanças.

Também é bom lembrar que no seu lado positivo, Obaluâe é consolidador dos projetos e representa o nosso lado mais realizador e empenhado em construir algo de sólido em nossa vida. Ele tem um papel importante também em tudo o que diz respeito à nossa vida profissional, à nossa carreira e ao espaço que ocupamos na sociedade com nossa atividade e nosso trabalho. E o tempo (“cronos”, o nome grego de Saturno), é um fator fundamental na maturação de tudo o que esperamos na vida, portanto a paciência e a perseverança também são elementos indispensáveis para podermos extrair o melhor que Obaluâe pode nos oferecer.

Obaluâe por ser o senhor da transformação mostrará que a terra precisa transformar, e como consequência nós homens estaremos mais suscetíveis a essas transformações principalmente climáticas e telúricas (terremotos). Há um índice alto também de erupções vulcânicas para o segundo bimestre do Ano de 2013.

Lenda:
Obaluaiê é conhecido também como Omulu. Segundo Pierre Verger, Obaluaiê significa "Rei Dono da Terra" e Omulu significa "Filho do Senhor". Obaluaiê é considerado o deus da varíola e das doenças contagiosas.

Obaluaiê e Nanã Buruquê são freqüentemente confundidos em certos locais da África. Em algumas lendas fala‑se a respeito da disputa de Obaluaiê e Nanã Buruquê contra Ogum. Verger considera essa disputa de divindades como o choque de religiões pertencentes a civilizações diferentes, sucessivamente instaladas num mesmo lugar e datando de períodos respectivamente anteriores e posteriores à Idade do Ferro. Muitas são as lendas sobre Obaluaiê. Transcreveremos aqui, duas delas narradas por Verger em sua obra "Orixás".
A primeira lenda diz o seguinte:

Obaluaiê era originário de Empé (Tapá) e havia levado seus guerreiros em expedição aos quatro cantos da Terra. Uma ferida feita por suas flechas tornava as pessoas cegas, surdas ou mancas. Obaluaiê chegou assim ao Território Mahi no norte do Daomé, batendo e dizimando seus inimigos, e pôs‑se a massacrar e a destruir tudo o que encontrava à sua frente. Os mahis, porém, tendo consultado um babalaô, aprenderam como acalmar Obaluaiê com oferendas de pipocas. Assim, tranqüilizado pelas atenções recebidas, Obaluaiê mandou‑os construir um palácio onde ele passaria a morar, não mais voltando ao país Empê. O Mahi prosperou e tudo se acalmou.

A segunda lenda é originária de Dassa Zumê e diz o seguinte:

Um caçador Molusi (iniciado de Omulu) viu passar no mato um antílope. Tentou matá‑lo, mas o animal levantou uma de suas patas dianteiras e anoiteceu em pleno dia. Pouco depois, a claridade voltou e o caçador viu‑se na presença de um Aroni, que declarou ter intenção de dar‑lhe um talismã poderoso para que ele colocasse sob um montículo de terra que deveria ser erguido defronte de sua casa. Deu-lhe também um apito, com o qual poderia chamá‑lo em caso de necessidade. Sete dias depois, uma epidemia de varíola começou a assolar a região. O Molusi voltou à floresta e soprou o apito. Aroni apareceu e disse‑lhe que aquilo era o poder de Obaluaiê e que era preciso construir para ele um templo e todo mundo deveria, doravante, obedecer ao Molusi. Foi assim que Obaluaiê (chamado de Sapata pelos fon) instalou‑se em Pingini Vedji.

Sincretismo: São Lázaro

Características de Obaluaê

Metal: chumbo

Erva: eucalipto

Flores: dálias escuras

Datas Comemorativas: 17 de dezembro (São Lázaro) e 2 de novembro (finados)

Saudações: Atôtô Obaluaê!

Cores: Preto e Branco

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