quarta-feira, 17 de abril de 2013



Sempre nos deparamos com o Congá (ou altar) nos centros de umbanda, ou mesmo nas igrejas, como sendo o principal local dentro do tempo. E são mesmo!
E porque muitos médiuns não dão a devida importância ao Congá? E o que faz esse local ter grande importância dentro dos nossos trabalhos mediúnicos?
O que percebo muitas vezes é que os médiuns não dão o devido valor ao estudo da doutrina e práticas umbandistas pelos mais variados motivos. Ora, se não temos conhecimentos sobre algo como saberemos se esse “algo” é importante? Não há como! Estudar é  muito importante e não há como os médiuns acharem que se tornarão melhores somente com a prática, pois estudar faz parte da evolução do médium e deve ser levado muito a sério por todos, não importando se estão na Umbanda há uma semana ou há 50 anos.

Os fundamentos do congá
O Congá é o mais potente aglutinador de forças dentro do terreiro: é atrator, condensador, escoador, expansor, transformador e alimentador dos mais diferentes tipos de energias e magnetismo. Existe um processo de constante renovação de axé que emana do congá, como núcleo centralizador de todo o trabalho na Umbanda.
Cada vez que um consulente chega à sua frente e vibra em fé, amor, gratidão e confiança, renovam-se naturalmente os planos espiritual e físico, numa junção que sustenta toda a consagração dos Orixás na Terra, na área física do templo.

Vamos descrever as funções do Congá:
ATRATOR: atrai os pensamentos que estão à sua volta num amplo magnetismo de recepção das ondas mentais emitidas.
Quanto mais as imagens e elementos dispostos no altar forem harmoniosos com o Orixá regente do terreiro, mais é intensa essa atração. Congá com excessos de objetos dispersa suas forças.
CONDENSADOR: condensa as ondas mentais que se “amontoam” ao seu redor, decorrentes da emanação psíquica dos presentes: palestras, adoração, consultas etc.
ESCOADOR: se o consulente ainda tiver formas-pensamentos negativas, ao chegar na frente do congá, elas serão descarregadas para a terra, passando por ele (o congá) em potente influxo, como se fosse um pára-raios.
EXPANSOR: expande as ondas mentais positivas dos presentes; associadas aos pensamentos dos guias que as potencializam, são devolvidas para toda a assistência num processo de fluxo e refluxo constante.
TRANSFORMADOR: funciona como uma verdadeira usina de reciclagem de lixo astral, devolvendo-o para a terra; alimentador: é o sustentador vibratório de todo o trabalho mediúnico, pois junto dele fixam-se no Astral os mentores dos trabalhos que não incorporam.

Todo o trabalho na umbanda gira em torno do Congá. A manutenção da disciplina, do silêncio, do respeito, da hierarquia, do combate à fofoca e aos melindres, deve ser uma constante dos zeladores (dirigentes).
Nada adianta um Congá todo enfeitado, com excelentes materiais, se a harmonia do corpo mediúnico estiver destroçada; é como tocar um violão com as cordas arrebentadas.
Caridade sem disciplina é perda de tempo. Por isso, para a manutenção da força e do axé de um congá, devemos sempre ter em mente que ninguém é tão forte como todos juntos!

Texto e imagem extraídos do blog: Cantinho de Francisco de Assis - Umbanda espirita crista

terça-feira, 26 de março de 2013

Sobre Estalar de Dedos

Porque as entidades estalam os dedos? Esta é uma das coisas que vemos e geralmente não nos perguntamos, talvez por parecer algo de importância mínima, mas esse ato encerra alguns detalhes esotéricos de grande importância.
Como já foi dito nossas mãos possuem uma quantidade enorme de terminais nervosos que se comunicam com cada um dos chakras de nosso corpo:
- O dedo Polegar tem uma ligação direta com o chakra esplênico; indicador: Chakra cardíaco; anular: Chakra genésico (rádico / Básico); Dedo médio: chakra coronário; uma polegada abaixo do anular o chakra solar e no lado oposto do dedo polegar, no monte de Vênus o chakra frontal.
1. Polegar - polegar, dedão, positivo ou mata-piolho.
2. Dedo indicador - indicador, apontador ou fura-bolo.
3. Dedo médio - dedo médio, dedo do meio ou pai-de-todos.
4. Anelar - anelar, anular ou seu-vizinho.
5. Dedo mínimo - dedo mínimo, dedinho ou mindinho.
Trecho acima: Revista Umbanda nº 3 - Editora Escala.
Ramatís afirma:” A verdade é que vossas mãos, como vossos pés, possuem terminais nervosos, que se comunicam com cada um dos gânglios e plexos nervosos do corpo físico e com os chacras do complexo etérico-astral, como demonstramos a seguir:
1. dedo polegar - chacra esplênico (região do baço);
2. indicador - cardíaco (coração);
3. médio - coronário (alto da cabeça);
4. anular - genésico ou básico (base da coluna);
5. mínimo - laríngeo (garganta);
6. na região quase central da mão, chacra do plexo solar (estômago);
7. próximo ao Monte de Vênus (região mais carnuda logo abaixo do polegar) - chacra frontal (testa).
Essas terminações nervosas das palmas das mãos são há muito conhecidas da Quiromancia e das filosofias orientais.
O estalo dos dedos se dá sobre o Monte de Vênuse dentre as inúmeras funções conhecidas disso, está a retomada de rotação e frequência do corpo astral, "compensando-o" em relação às vibrações do duplo etérico, aumentando a exsudação 1 (liberação, doação) de energia animal - ectoplasma - pela aceleração dos chacras. Com isso se descarregam densas energias áuricas negativas, além do estabelecimento de certas condições psíquicas ativadoras de faculdades propiciatórias à magia e à intercessão no Plano Astral. São fundamentadas nas condensações do fluido cósmico universal, imprescindíveis para a dinâmica apométrica, e muito potencializadas pela sincronicidade entre o estalar de dedos e as contagens pausadas de pulsos magnéticos
Continua Ramatís: "Já quando bateis palmas, sendo vossas mão pólos eletromagnéticos, a esquerda (-) e a direita (+), quando as duas mãos ou pólos se tocam é como se formassem um curto-circuito, saíndo faíscas etéricas de vossas palmas. Quando os pretos velhos em suas manifestações batem palmas, durante os atendimentos de Apometria, é como se essas faíscas fossem "detonadores" de verdadeiras "bombas" ectoplásmicas que desmancham as construções astrais, laboratórios e amuletos dos magos negros.
"Apômetras" e Umbandistas, uni-vos. Continuai estalando os dedos e batendo palmas, sabedores do que estais fazendo, despreocupados, conscientes e seguros de que as críticas se perderão como pólen ao vento.
"

(1) Exsudação: Segregação de líquido viscoso que sai pelos poros ou em forma de gotas ou de suor.
Fonte: Casa da Caridade Rosa – Site

Trecho do livro “
Jardins dos Orixás

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Hino da Umbanda


HISTÓRIA DO HINO DA UMBANDA

Bem a postagem de hoje, é a história do Hino da Umbanda, é uma história muito bonita.

Este hino é cantado em todos os terreiros, pode-se dizer que uma das únicas coisas que todos terreiros tem em comum, e afirmo que não há algum umbandista que não se emocione quando é cantada esta melodia.

Nascido em 05 de Agosto de 1907 em Monção, Portugal, José Manuel Alves, este Leonino, já em sua terra natal era ligado a Música, tendo dos 12 aos 22 anos tocado clarineta na Banda Tangilense, em sua cidade natal.

Com pouco mais de 20 anos, em 1929, vem para o Brasil, indo residir no interior do estado de São Paulo. No mesmo ano, mudou-se para a capital paulista, ingressando na Banda da Força Pública, onde ocupou vários postos, aposentando- se como capitão.

Em paralelo a esta função exerceu a carreira de compositor de Músicas Populares e, ao longo da mesma compôs dezenas de músicas as quais foram gravadas por famosos intérpretes da época: Irmãs Galvão, Osni Silva, Ênio Santos, Grupo Piratininga, Carlos Antunes e Carlos Gonzaga entre outros.

Suas composições mais famosas foram: Em 1955, Juanita Cavalcanti gravou a marcha "Pombinha Branca" de sua autoria em parceria Reinaldo Santos; em 1956, Zaccarias e sua Orquestra gravaram o dobrado "Quarto Centenário", de sua parceria com Mário Zan.

Compôs ainda valsas, xotes, dobrados, baiões, maxixes e outros gêneros musicais.

Em 1957, realizou sua única gravação no antigo disco de vinil, o "LP", acompanhado de sua banda, sendo a gravadora a RCA Victor.Mas … e a Umbanda? Aonde entra? Para a Umbanda, e para vários Terreiros compôs diversos pontos gravados por diversos intérpretes, como por exemplo, "Saravá Banda" gravado em 1961 por Otávio de Barros, "Prece a Mamãe Oxum" gravado em 1962 pela cantora Maria do Carmo.

Além destes temos: "Pombinha branca" (com Reinaldo Santos), "Ponto de Abertura" (com Terezinha de Souza e Vera Dias), "Ponto dos Caboclos", "Prata da Casa", "Prece a Mamãe Oxum", "Xangô Rolou a Pedra", "Xangô, Rei da Pedreira", "São Jorge Guerreiro", "Saravá Oxóssi", "Homenagem à Mãe Menininha" (c/ Ariovaldo Pires), Saudação aos Orixás, além do Hino da Umbanda.

Mas como foi estabelecida a sua ligação com a Umbanda? Cego de nascença, José Manuel Alves foi, no início da década de 60, em busca de sua cura. Foi procurar a ajuda do Caboclo das Sete Encruzilhadas, entidade do médium Zélio de Morais, fundadores da Umbanda.

Embora não tenha conseguido sua cura porque, segundo consta, sua cegueira era de origem cármica, José Manuel Alves ficou apaixonado pela religião e, ainda em 1960, fez o Hino da Umbanda para mostrar que esta Luz Divina, que vem do Reino de Oxalá, não é para ser vista com os olhos físicos, que voltarão ao pó, mas sim com olhos do espírito, no encontro da mente com o coração…

O Hino foi apresentado ao Caboclo das Sete Encruzilhadas que gostou tanto do mesmo que resolveu apresentá-lo como Hino da Umbanda no 2º Congresso de Umbanda em 1961, sendo oficializado na 1ª Convenção do CONDU-Conselho Nacional Deliberativo de Umbanda em março de 1976.

Podemos nesta pequena história ver que este hino é fruto de um Amor muito grande pela Umbanda, Amor este oriundo de uma Fé profunda, daquelas obtidas com a Humildade e a Resignação ante ao Conjunto de Leis do Pai Maior.
  
Fonte: Umbanda de Jesus
postado do Grupo Povo de Aruanda  

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Dia de Oxossi


Oxossi

 
Lenda:

"Oxossi era irmão de Ogum e de Exu, todos os três, filhos de Yemanjá. Exu era indisciplinado e insolente com sua mãe e por isso ela o mandou embora. Os outros dois filhos se conduziam melhor. Ogum trabalhava no campo e Oxossi caçava na floresta das vizinhanças, de modo que a casa estava sempre abastecida de produtos agrícolas e de caça. Yemanjá, no entanto, andava inquieta e resolveu consultar um babalaô. Este lhe aconselhou proibir que Oxossi saísse à caça, pois arriscava‑se a encontrar Ossain, aquele que detinha o poder das plantas e que vivia nas profundezas da floresta. Oxossi ficaria exposto a um feitiço de Ossain para obrigá‑lo a permanecer em sua companhia. Yemanjá exigiu, então, que Oxossi renunciasse à suas atividades de caçador. Este, porém, de personalidade forte e independente, continuou suas incursões à floresta. Ele partia com outros caçadores, e como sempre faziam, uma vez chegados junto a uma grande árvore (irókò) separavam‑se, prosseguindo isoladamente, e voltavam a encontrar‑se no fim do dia e no mesmo lugar. Certa tarde, Oxossi não voltou para o reencontro, nem respondeu aos apelos dos outros caçadores. Ele havia encontrado Ossain e este dera‑lhe para beber uma poção onde foram maceradas certas folhas, como o amúnimúyè que significa ‘apossar‑se de uma pessoa e de sua inteligência’, o que provocou em Oxossi uma amnésia. Ele não sabia mais quem era, nem onde morava. Ficou, então, vivendo na mata com Ossain, como predissera o babalaô.

Ogum, inquieto com a ausência do irmão, partiu à sua procura, encontrando‑o nas profundezas da floresta. Ele o trouxe de volta, mas Yemanjá não quis mais receber o filho desobediente. Ogum, revoltado pela intransigência materna, recusou‑se a continuar em casa (é por isso que o lugar consagrado a Ogum está sempre instalado ao ar livre). Oxossi voltou para a companhia de Ossain e Yemanjá, desesperada por ter perdido seus filhos, transformou‑se num rio, chamado Ògún (não confundir com Ogum, o Orixá)”.

Sincretismo: Sâo Sebastião

Características de Oxossi

Domínio: Matas e Animais silvestres, caça e agricultura

Metal: cobre

Erva: erva doce

Flores:Palmas

Datas Comemorativas: No Rio de Janeiro e em Porto Alegre, onde sincroniza com São Sebastião, comemora-se dia 20 de janeiro. Já na Bahia, onde sincroniza-se com São Jorge comemora-se 23 de abril.

Saudações: Okê Caboclo

Cores: Verde